The Price of Freedom

Sessão 03 - Confontro com Szur

O reporte desta sessão será feito por Errich, o halfling, ex-assassino, monk, e por Rain, uma andarilha razorclaw do deserto.

“Tudo ficava cada vez mais escuro e frio. Precisamos de tochas para seguir em frente. Eu começava a ficar impaciente – já chegamos muito perto de Szur por outras vezes, mas desta vez contávamos com mais alguns guerreiros. Um vulto se formou em nossa frente. Inerte no chão, vimos um homem, mas ele não se movia. Também não estava morto, ele nos olhava em desespero. Logo descobrimos o que o havia atacado, Vimos uma porta quebrada, que antes parecia fechada com toras de madeira. Algo muito ruim habitava aquelas ruínas, e agora a porta estava aberta. Fomos cercados por escorpiões gigantes e eu só conseguia pensar que estava ficando para trás, que nunca encontraria Szur. Eu não podia desistir. Esse pensamento me deu forças. Meus braços e pernas mais um vez não me falharam. Quando me dei conta o último escorpião fugia para dentro da porta. Não me interessava adentrar em seu ninho, não estava ali para isso. Pensei em pegar sua carne, alimento para alguns dias, mas escutei ao longe vozes que diziam: “estamos prontos para partir!”. Então corri em sua direção.

Quando avistei a saída do templo, lá havia uma carroça com escravos. Não consegui avaliar quantos eram, nem se estavam bem ou feridos. Sentia por eles a agonia de ser capturada, a dor, a sede e a fome. Uma fúria tomou conta de todo o meu corpo. Eu só tinha uma coisa em mente: libertá-los. Corri para a carroça que começou a andar. Não sei dizer quantos inimigos haviam a nossa volta, não sabia dizer em que condição estavam meus aliados, senti uma força muito ruim, uma vontade de desistir de tudo. Era Szur. Ele fazia de refém uma criança. Finalmente eu conseguiria ficar cara a cara com ele… mas e os escravos? Eu devia minha liberdade à alguém que algum dia teve a coragem de enfrentar aqueles covardes escravagistas, eu não poderia jamais dar as costas para todas as vidas que partiam naquela carroça. Continuei a lutar. Thalai estava ao meu lado e a elfa Althaea conseguiu por as mãos nas chaves do cadeado que separava todas àquelas vidas da liberdade. Quando abri o cadeado percebi que Thalai tentava – a seu modo – parar a carroça, então saltei da mesma e retornei ao templo o mais rápido que consegui. Um força maligna estremeceu o chão. Quando alcancei o resto do grupo, dentro de uma passagem nas montanhas, não acreditava em meus olhos. Szur parecia mais poderoso. Uma energia negra o envolvia, e aos seus pés padecia o corpo da criança.

O ódio tomou conta de mim, e este foi o meu maior erro. Szur lutava como nunca vi nenhum guerreiro lutar. O ar era gélido, mas meu ódio era grande demais para me fazer desistir. Mesmo ódio este que me fez falhar. Eu caí. Tudo ficou negro e achei que seria meu fim. Vi meu pai sorrindo para mim. Mas ouvia o terrível som da batalha. Gritos de dor, mais corpos caindo ao chão. Abri meus olhos e vi Arbithrea caindo quase sem vida. Ele me trouxe de volta, mas eu não tinha tempo de ajudá-lo, Szur continuava a nos atacar. Olhei mais uma vez para o menino, não conseguia dizer se ainda havia um sopro de vida dentro dele. Levantei-me e voltei para a batalha. Me senti como menina, aprendendo meus primeiros golpes… quanto mais eu errava mais me penalizava por isso, perdi a concentração e continuei a falhar. Szur fugiu. Thalai foi atrás dele. Eu estava ferida, sem forças. Corri para o corpo do menino e comecei a rezar. Parecia ainda haver vida naquele pedaço de carne tão frágil. Escutei ao longe um grito terrível de dor e agonia. Era Thalai. Eu precisava correr, a batalha continuava. O menino abriu os olhos e pediu por socorro. Não pude deixá-lo. Tentei amparar suas feridas, Althaea começou a rezar ao meu lado. Havia uma energia muito ruim ao redor daquela criança. Ouvi outro grito de Thalai, um som abafado, o chão tremeu. A criança parecia estável, então corri para fora da caverna. Vi por ali alguns escravos que saíram da carroça. Muitos já não estavam mais lá – devem ter fugido, pensei. Alguns olhavam em desespero para a entrada do templo. Me recusei a acreditar em meus olhos. No chão estava o corpo de Thalai. Corri, rezei, chorei… em vão…"
Por Errich

“Os escravagistas já tinham aprontado quase tudo e logo iriam partir. Junto a mim, dezenas de outros de pessoas se encontravam amontuadas e espremidas na jaula improvisada de carroça puxada por uma espécie de lagarto. Odiava eles! Odiava por tudo que é mais sagrado, isto é, se é que existe algo de sagrado e religioso nesse inferno de areias sem fim. Eu, uma andarilha, aprisionada, pega de surpresa, por um descuido, agora sem o que eu mais estimava: liberdade.

Estava cansada, com sede e fome, assim como os outros. Perdida nos meus pensamentos em descobrir um modo de como escapar, quando algo chamou minha atenção: os escravagistas agitados gritaram algo como: “ Eles estão aqui! Eles nos descobriram!”.

E ao longo do corredor pude observar o que parecia ser um grupo vindo na nossa direção com armas em punhos. Eram 6 ao todo: uma halfling bastante ágil, um half-giant enorme e forte, acho que duas elfas, um mul e um humano.

A um piscar de meus olhos já se desenrolava ali uma batalha e a chance de escapar parecia cada vez mais próxima. Os prisioneiros gritavam em unissom: “ Ajudem-nos! Nos tirem daqui!”. O combate foi divido em dois; no chão parte do grupo lutava e a outra parte tentava subir na carroça para desarmar e acabar com os arqueiros.

De dentro da jaula era difícil de se ter idéia do que ocorria em cima da carroça. De repente o grande lagarto começou a andar e achei que permaneceria presa novamente. Nesse mesmo instante, me pareceu que parte da parede de pedra se abriu e de dentro saiu uma criatura horrenda com uma criança como refém. Não sei ao certo o que ocorreu, mas posso afirmar que uma energia estranha e maligna rondava o local, fazendo com que todos se sentissem mal.

Da mesma estranha maneira que surgiu, a criatura com a criança, desapareceu. A halfling ligeira conseguiu a chave que abria a jaula e nos libertou com a carroça ainda em movimento. Após alguns minutos esta parou e pudemos todos descer.

A maioria corria para longe da ação só pensando em sua liberdade, mas uma força maior em mim me fez parar. Se não fosse pelo grupo, ainda estaria presa, estava em débito com eles e deveria por direito pagar essa dívida.

Perdi boa parte da ação da batalha e pude ver que a criatura maligna conseguiu escapar, porém sem a criança. O half-giant foi em seu encalço e acabou atingido diversas vezes, perecendo ao fim sem vida, inerte no chão. Uma morte dolorosa no calor da batalha, porém honrada, como todo grande guerreiro deveria ter.

Consegui encontrar meu arco e espada que estavam no poder dos escravagistas e agora me preparo para falar com o grupo e pagar minha dívida. Nunca me agradou andar em grupos, assim como outros Shifters Razorclaws de minha raça, porém devo minha vida à eles, estando disposta a sacrificar por um tempo minha independência até meu débito estar pago.

Veremos aonde o vento irá me levar dessa vez…"
Por Rain

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